“Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer.” Picasso
Se, por um acaso, convidarmos crianças pra dançar em uma festa de aniversário, por exemplo, vamos, com certeza, perceber que todas vão estar se divertindo, mas cada uma do seu jeito. Dificilmente vamos encontrar crianças de 3 ou 4 anos preocupadas com o que os outros estão pensando sobre o que elas estão fazendo. Não importa o ritmo da música, quem está em volta ou a coreografia tradicional, o único compromisso delas é com a diversão. Quando a gente é criança não tem bloqueios. Os valores da sociedade ainda não estão impressos na nossa mente e os instintos e sensações mais sutis nos governam. As crianças, por natureza, não têm medo de errar e é por isso que elas são tão criativas e originais.
A nossa criança interior, com o tempo, foi ficando esquecida lá dentro da gente, mas ela, nunca morreu. A Barbarazinha, a Bruninha, a Vitoriazinha e todas as outras “inhas” estão presentes no nosso dia-a-dia, com maior ou menor intensidade, ou melhor, na intensidade que os adultinhos que nos tornamos permitem. Resgatar essas crianças, é a forma mais fácil e instintiva de sermos criativos. Além de não ter medo de errar, o nosso lado criança sabe observar.
Essa é uma teoria barata minha, mas eu, sinceramente, acho que todo mundo nasce com um potencial pra se vestir bem e de forma criativa. O problema é que, com o tempo, a vida ao nosso redor, vai dizendo o que a gente pode ou não fazer. Porém, de forma controversa, a mesma vida social prestigia aqueles que transgridem e vão além do comum. Somos estimulados e ser iguais e fazer o que “devemos” fazer, mas os criativos, que desobedecem essa ordem, ganham destaque e criam moda. Tendências que serão seguidas por aqueles que vão pelo caminho indicado.
O objetivo dessa minha reflexão é propor que cada um de nós ouçamos o que o nossa criança interior tem a nos dizer. As composições que essa criança interior tem pra nos indicar e o estilo que ela quer nos passar. A minha proposta é que a gente fuja de todas as regras alheias e que consigamos dar importância para aquilo que o nosso íntimo sente. Cobrir o corpo com panos e apetrechos é muito simples, mas se vestir é mais complicado. Para isso é preciso saber quem somos e o que queremos. E aquela criança, lá escondida, sabe muito bem!
(Imagem: atelierdaspoesias.blogspot)
